Minha paz eu vos dou

 

Texto bíblico: João 14: 27

Você consegue perceber a diferença entre a paz de Deus e a paz do mundo? Para Deus existe a paz do homem e a paz do céu. Por isso Jesus disse: a minha paz vos deixo, não como o mundo dá.

A paz dos homens tem a ver com conforto, equilíbrio de poderes, controle, domínio, bens, segurança, sucesso, liberdade de expressão, determinações afetivas reconhecimento, tranquilidade, autodeterminação, boas sensações etc. A paz do mundo tem a ver com tudo isso, relacionada com os bens materiais. Tire qualquer uma dessas coisas do homem e ele perderá sua paz.

A paz de Deus não é assim. A paz dos homens decorre de muitos bens. A paz de Deus, apenas do próprio Deus. Ela não é circunstancial. Transcende a tudo.

Qual é a paz que você busca, hoje? A paz do homem depende do mundo, do homem e do outro homem. A paz de Deus depende d’Ele apenas. O conceito judaico para paz é shalom. O significado de shalom é paz integral: no corpo, na alma e no espírito. Contudo, a paz sobre a qual Jesus fala é além do significa de shalom. Com Cristo, a paz é real, com sucesso ou não. Esta paz não se intimida diante da perda, angústia ou catástrofe, cerco ou mesmo opressão.

Quando estamos em Cristo, nada depende do que tenho ou deixo de ter. Do meu sucesso ou falta dele, porque Jesus é a minha paz. E nada mais além d’Ele, porque Ele me satisfaz em tudo em minha vida. O que eu preciso para ter paz é ter Jesus.

Talvez você já saiba disso. Talvez você me pergunte o que há de novo nisso. Não estou aqui para pregar novidades. Estou aqui para falar daquilo que se vivido pela fé, permite a pessoa viver em novidade de vida. No instante em que Jesus entra na sua vida, tudo passa a ser novo.

Qual a vantagem de dizer que o que falamos aqui você já sabe, sem jamais ter provado ou experimentado o que diz saber. A paz de Deus não é uma bandeira, é apenas paz para ser vivida. Não é para ser pregada.

Esta mensagem não é uma mensagem de sedução para os angustiados. A paz de Cristo não é uma paz para ser pregada, mas para ser vivida. A paz de Cristo não pode ser apenas discurso ou palavras, deve ser vivida. A paz deve ser um fato, uma realidade em sua vida. Não deve ser abstrata, uma bandeira, um discurso ou palavra.

Paulo escreve que a paz deve se transformar em fatos. (Filipenses 4:8) Tais fatos devem edificar a todos que estão ao se redor. No verso anterior, ele diz que esta paz excede todo o entendimento, enchendo sua mente e coração. Esta paz entra nos seus pensamentos, nos sentimentos, permeando seu agir e falar. Quando a verdade de Deus, na forma de Jesus, entra no coração do homem, o realizar dessa verdade se chama P-A-Z.

O autor de Hebreus adverte as pessoas que já provaram essa verdade e a deixaram. Isso é um grande mal que se faz a si mesmo. A queda do homem se consumou, de fato. Não foi uma suposição ou invenção. Não foram apenas palavras. De fato, o homem caiu, de verdade. Ele tomou o fruto proibido e comeu. E o comer desse fruto é um fato, uma realidade, ou seja, uma verdade. Assim foi com o primeiro Adão (…) será mais ainda com o segundo Adão (Jesus).

A verdade da paz em Cristo não pode ser apenas especulações ou palavras. Isto tudo é real. É fato. É verdade. Da mesma forma que a queda é real, a transformação e restauração de Cristo também precisam ser. Em uma mensagem anterior, falamos sobre a farsa da produção de frutos, como acontece com a figueira.

Quando o homem experimenta a verdade de Cristo em seu interior, o frutificar é espontâneo. O multiplicar em frutos é natural e espontâneo. Ou vivemos a paz de Cristo ou a paz dos homens. Ou vivemos a paz da Terra ou paz de Deus. O que tem tirado suas energias? Quais frutos deseja produzir hoje? Qual oração deseja receber hoje? A oração dos bens materiais ou a paz de Cristo? Assim como o pecado se fez consumou pela experiência, da mesma forma o evangelho se faz conhecido pela experiência da fé.

Por isso Jesus disse aos seus discipulos diante da mesa da Ceia. Tomai e comei. Assim é o evangelho: pela experiência. A Bíblia não é um livro de convencimento ou que tente provar a existência de Deus. Ela te convida para experimentar Deus.

Jesus disse: comei e bebei de mim. Vinde vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. O convite de Jesus é esse: experimentai. Se você provar, saberá que é verdade tudo o que Ele diz. Se você experimentar Jesus, nunca mais você terá ou desejara outra paz que não seja a paz de Cristo.

Por isso Jesus disse a mulher diante do poço: “se você soubesse quem te pede água, você pediria a água que saciaria sua sede, para sempre. Se você conhecer essa verdade, a de Jesus, a paz de Cristo, nunca mais terá sede. O evangelho nos convida a uma experiência real. Não há outro meio, é necessário experimentar. Este é o chamado de Cristo: tomai e comei. Assim é o evangelho. É assim a experiência com Cristo. É assim a verdade.

Ap. Anselmo Valadão

06.02.2011

Publicar um comentário