Para que um casamento seja duradouro, é preciso que se entenda a diferença entre o casamento e um voto.
“Aprendi algo significativo sobre casamento ao observar você e Shirley”, disse Todd*.
Meu amigo, já divorciado três vezes, mora com Martha há oito anos. De tempos em tempos, ela o pressionava a casar-se; ele recusava, os argumentos começavam e os dias se passavam até que fizessem as pazes. Todd (que se descrevia como um “crente não-espiritual”) admitia que tinha medo do casamento. “Após três viagens horríveis ao altar, não quero um quarto fracasso”.
Recentemente, ele me disse: “tenho inveja do relacionamento que você tem com a Shirley. Vocês são comprometidos ao pacto do casamento”.
Perguntei o que ele queria dizer com isso.
“Vocês amam um ao outro. Mas vai além do amor ou do compromisso. Vocês são devotados ao pacto – ao princípio do casamento. Sempre me entreguei à pessoa. Amei as três mulheres com quem me casei, mas eventualmente as discussões se tornaram sérias e um de nós decidia sair do casamento. Mas percebi que não importa que as coisas se tornem difíceis em seu casamento, nenhum de vocês desiste”. Ele mencionou diversos problemas que eu e Shirley enfrentamos ao longo dos anos, especialmente a situação da saúde delicada dela. “Assisti a sobrevivência de vocês frente a situações que quebrariam qualquer casamento. Vocês colocaram seu relacionamento acima de seus sentimentos pessoais”.
Quanto mais eu refletia acerca das palavras de Todd sobre compromisso ao pacto do casamento, mais eu compreendia. Tudo se resume na diferença entre uma promessa e um voto. Quando eu prometo, farei o melhor para alcançar aquilo que eu disse que faria. Se eu prometo pagar a hipoteca todo mês, eu pagarei. Mas se uma doença séria chegar ou se eu estiver sem verba, talvez eu não seja capaz de manter aquela promessa.
Um voto, no entanto, é sagrado. É uma palavra que precisamos utilizar com cuidado. Na Igreja Católica Romana, padres e freiras fazem votos que vão além de seus sentimentos. Tenho certeza que alguns dias da Madre Teresa foram melhores do que outros, mas ela não desistiu; ela havia feito um voto.
Para mim, um voto é como apostar nossas vidas em algo tão poderoso que apenas a morte pode terminar. Minha fé em Jesus Cristo é algo assim. Em alguns dias, não me sinto espiritual e em outros, dúvidas me assolam. Mas eu não me afasto de Deus. Apesar da forma que me sinto hoje, amanhã as emoções podem ser diferentes.
Bons casamentos são construídos sobre o mesmo princípio. Os parceiros são devotados um ao outro, mas também têm um compromisso com algo acima e além deles mesmos.
Quando eu era pastor, vi muitos casais tentando manter um relacionamento fantasioso. Perseguiam um ideal de amor eterno, esperando sempre satisfazer as necessidades um do outro para o resto de suas vidas. Mas sentimentos não permanecem constantes. Pessoas são apaixonadas hoje e frias amanhã. Eventualmente, há o choque da realidade.
Por exemplo, um homem me procurou há cerca de seis meses para falar sobre seu casamento: “Minha esposa ronca”, ele reclamou. “Não consigo agüentar”. Obviamente esta questão ia além do ronco. Ele acordara de uma fantasia mantida por muito tempo; finalmente ele compreendeu que ela era humana. Eu o alertei de que se não construíssem um relacionamento baseado em mais do que atração mútua, seu casamento estaria fadado ao fracasso (após algum tempo, eles se divorciaram).
Todd também apostou no casamento-fantasia, por três vezes. “Todas as vezes que eu dizia: ‘Eu aceito’, tinha idéias de como um casamento deveria funcionar”, ele admitiu. “Amava minha esposa, naquele momento”. Após anos, ambos se desiludiam. Ela não supria as expectativas do que uma esposa “deveria ser” e ele não se sentia mais como no começo do casamento.
“Finalmente entendi uma parte da cerimônia de casamento”, disse Todd. “Quando você e Shirley prometeram ficar juntos ‘na alegria e na tristeza, na saúde e na doença’ vocês fizeram isso porque vocês têm algo mais, algo que vai além do amor que os une”. “Para um crente não-espiritual, esta foi uma conclusão incrível!”, eu disse.
O compromisso com o princípio de relacionamento de Deus que tem fim apenas com a morte, transcende às coisas terrenas. É poderoso, pois vai além de sentimentos e situações. É um relacionamento que diz: “Apesar de tudo e além de tudo, ainda estamos juntos”. Quando duas pessoas estão unidas pelo mesmo voto, inquebrantável, então existe um casamento duradouro.
Cecil Murphey é autor e co-autor de mais de 100 livros, incluindo o best seller do New York Times, “90 minutos no céu”, da Thomas Nelson Brasil.
Amados, li este artigo e gostaria de contribuir com algumas ressalvas.
Ao examinar as Escrituras vejo como Deus planejou uma união perfeita, sem maculas e duradora, ou seja, ainda que haja problemas ou até pecados como o próprio adultério, a aliança matrimonial é SUPERIOR AS DECISÕES ERRANTES E PECAMINOSAS do homem em se separar para resolver a sua infelicidade conjugal.
Sabem por quê? Sim, Deus pela sua rica misericórdia transforma, santifica, dá o amor necessário para que o voto entre duas pessoas dure até a morte.
1) O casal é uma só carne:
(Marcos 10:8) – E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne.
2)Deus uniu o homem e a mulher:
(Marcos 10:9) – Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
3) Deus abomina um novo casamento, apos divorcio:
(Marcos 10:11) – E ele lhes disse: Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra, adultera contra ela.
4) Mandamento de Deus:
(Marcos 10:19A) – Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás;…
(I Corintios 7:10) – Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido.
OBS.: Idem para o homem.
(I Corintios 7:11) – Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.
OBS.: novo casamento constitui adulterio para novo casal.
5) A condenação:
(I Corintios 6:9) – Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas,
(Tiago 4:4) – Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
(Hebreus 13:4) – Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.
(I Corintios 7:27) – Estás ligado à mulher? não busques separar-te. Estás livre de mulher? não busques mulher.
Povo de Deus, examine as Escrituras, busque soluções em Deus, pois não existe nada que Ele não faça ou possa resolver.
E, no mais busque o conhecimento da Palavra de Deus para que possais viver eternamente com nosso Senhor Jesus.
Que Deus abençõe esta nação,
Simone