Batismo, uma ordenança de JESUS
O BATISMO
Uma das coisas que Jesus fez foi submeter-se ao batismo, na idade de trinta anos. Quando Ele foi a João Batista, este logo lhe disse: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”
(Mt 3:14). A resposta de Jesus foi: “Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça”; (Mt 3:15). O Senhor ensinou a João, que o batismo nas águas é um passo muito justo e por essa razão Ele nos dava exemplo. Pedro disse que Cristo nos deu exemplo em tudo, para que seguíssemos Seus passos (I Pe 2:21). Depois que Jesus se fez batizar, sucederam-se 3 coisas:
- Os céus se abriram;
- Espírito Santo desceu como uma pomba sobre Ele;
- E ouviu-se uma voz do céu que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3:16-17).
Vemos neste ensino também, 3 bênçãos que vêm sobre aqueles que dão o passo do batismo:
- Oração eficaz: Os céus se abrem. Se ao orar você sente que os céus são de bronze e que suas petições não têm resposta, então deve recordar que o passo da obediência do batismo ajuda com que todo o impedimento entre você e Deus seja tirado do meio. “Nada tendes, porque não pedis; Pedis e não recebereis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres” (Tg 4:2b-3).
- Revestimento espiritual: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes” (Gl 3:27). O ministério do Senhor Jesus Cristo começou imediatamente após o Espírito Santo ter vindo sobre Ele. Lamentavelmente são muitos os crentes que se atrevem a empreender um ministério sem o respaldo pleno do Espírito Santo. O Senhor sabia que sem a ajuda do Espírito Santo, Ele não poderia desenvolver Seu ministério. O sinal para o encontro entre o Espírito Santo e Jesus era o Seu batismo nas águas.
- Adoção: Somos confirmados como filhos de Deus. “Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua ressurreição”(Rm 6:5). Para podermos ser filhos de Deus temos que morrer, mas Jesus Cristo o fez por nós. Quando damos o passo do batismo nas águas aceitamos publicamente o fato de que fomos sepultados juntamente com Ele. “Ou porventura, ignorais que todo nós que fomos batizados com Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?” (Rm 6:3).
Jesus recebeu a plenitude do Espírito Santo somente quando foi batizado, Ele não tinha nenhum pecado do qual arrepender-se e no entanto, desceu às águas do batismo, para nos dar testemunho de obediência. O batismo é um mandamento estabelecido diretamente pelo Senhor Jesus Cristo. Depois que ressuscitou, disse aos discípulos: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”(Mt 28:19-20).
O apóstolo Pedro, em seu primeiro sermão, no dia de Pentecostes, respondeu àqueles judeus que, compungidos de coração, escutavam sua pregação:
“Arrependei-vos. e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados. e recebereis o dom do Espírito Santo” (At. 2:38). Note que o apóstolo faz um chamado ao arrependimento e ao batismo, que é símbolo ou testemunho de que os pecados foram perdoados e que aquele que der este passo, receberá o dom do Espírito Santo. Mais adiante, no verso 41, diz: “Assim que. os que receberam sua palavra foram batizados; e se acrescentaram aquele dia cerca de três mil almas.” Você pode entender que os que eram contados dentro da igreja primitiva eram aqueles que haviam dado o passo do batismo (At. 2:37 e 41).
Quando Filipe esteve pregando em Samaria, diz a Palavra que: “Quando. Porém. deram crédito a Filipe. que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo. iam sendo batiza dos. assim homens como mulheres” (At. 8: 12). Logo, Filipe compartilha a Palavra a um funcionário eunuco de Candace, rainha dos etíopes, conhecido como o etíope, e este homem recebe a convicção de que a Escritura é a Palavra de Deus e que Jesus é o verdadeiro Messias. Indo pelo caminho, chegam a certa água e diz o eunuco a, Filipe: “aqui há água; que impede que eu seja batizado?”. Filipe lhe diz: “E lícito. se crês de todo o coração” (At. 8:36-37a). E, respondendo ele, disse: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Então, mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não o vendo mais o eunuco; e este foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo” (At. 8:37b-39).
Vemos ali que, primeiro, Filipe compartilhou a Escritura e falou acerca de Jesus Cristo. Vemos que aquele homem creu que Jesus era o verdadeiro Salvador; creu que Ele era o Filho de Deus. Consequentemente deu o passo de descer às águas do batismo. O único requisito que Filipe lhe exigiu, foi que cresse de todo coração.
O apóstolo Pedro se encontrava em casa de Cornélio, pregando o Evangelho de Jesus, e enquanto ele estava falando, o Espírito de Deus desceu com poder sobre todos os que escutavam a mensagem, e foram todos cheios do Espírito Santo. Os próprios fiéis da circuncisão que haviam ido com Pedro, ficaram maravilhados, e este disse: “Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo? E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias” (At. 10:47-48).
Pedro imediatamente, ao ver o Espírito Santo mover-se entre os gentios, disse:
“Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo?” (At. 10:47).
Quando o apóstolo Paulo pregou na cidade de Filipos e foi encarcerado, o carcereiro, quando viu que as celas haviam se aberto, imaginou que todos os presos haviam fugido, e pensou em se matar. Paulo lhe disse: “Não te faças dano algum, estamos todos aqui”. O homem, tremendo, lhe disse: “Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa. Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus. Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus” (At. 16:31-34).
Quando Paulo esteve pregando em Éfeso, encontrou-se com um pequeno grupo de crentes, e lhes perguntou: “Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes? Ao que lhe responderam: Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo. Então, Paulo perguntou: Em que, pois, fostes batizados? Responderam: No batismo de João. Disse-lhes Paulo: João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus. Eles, tendo ouvido isto, foram batizados em o nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam” (At. 19:2-6).
O batismo nas águas era um selo, um pacto de Deus com o crente; e assim como funcionou em várias ocasiões, de igual modo sucede no dia de hoje. O Senhor diz: “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Mc 16:16).
A unção do Espírito Santo algumas vezes vinha antes do batismo, e outras vezes se manifestava depois. No caso da igreja de Éfeso, a unção veio depois que eles deram esse passo de obediência; batizaram-se e, imediatamente, receberam o enchimento do Espírito Santo, falaram em outras línguas e profetizaram.
O apóstolo Paulo disse: “Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Rm. 6:3-4).
O batismo simboliza sepultamento; o Senhor não nos pede para irmos ao suplício da cruz. Nela, Ele já carregou nossa culpa, nosso pecado, nossa maldição. O que nos mandou é que desçamos às águas do batismo. Isto equivale a morrer na cruz e a deixar toda nossa velha natureza ali completamente crucificada.
Há alguns exemplos que são importantes. Colossenses 2: 11-12 diz: “Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos”.
A circuncisão significa ação e efeito de cortar circularmente a porção do prepúcio do homem, que no sentido espiritual vem a ser extirpar a vida pecaminosa, destruir a natureza do pecado. E no batismo nós estamos sepultando, cortando ou circuncidando nosso coração; é a morte do velho homem, é a destruição total da natureza débil e pecaminosa.
Outro grande exemplo é encontrado quando os israelitas, na época de Moisés, tiveram que atravessar o mar Vermelho. Você recordará que as águas foram divididas e que ficaram como muro lado a lado, e eles atravessaram o mar em seco.
Quando os egípcios, que os haviam escravizado, quiseram persegui-los, atravessando pelo mesmo lugar, as águas se juntaram em uma só, e todos pereceram. Os egípcios representavam nossa velha natureza; quando descemos às águas do batismo isso representa que, em Cristo, nossa velha natureza perece completamente (Ex. 14:21,22).
O apóstolo Paulo diz: “Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés” (1 Co. 10: 1-2). Atravessar as águas do mar Vermelho, equivalia ao batismo. O apóstolo Paulo disse: “Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição” (Rm. 6:5). O Senhor Jesus tinha como meta morrer na cruz. Na noite anterior ao Seu suplício, esteve no horto do Getsêmani e orou por três vezes: “Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que Eu o beba, faça-se a tua vontade” (Mt. 26:42).
Não havia, nem haverá outro caminho para redimir a humanidade, além da cruz de Jesus Cristo; Ele levou toda a iniqüidade, toda a maldade do homem sobre Seu corpo. Quando cada indivíduo que crê na obra redentora desce às águas do batismo, isso é confirmado. Quem crê em Cristo deve ser batizado. Batizar-se é como que morrer, sepultar a velha natureza; ao sair das águas do batismo, é como se renascêssemos para uma nova vida; por isso Paulo disse que seremos unidos a Ele na semelhança da Sua morte e também da Sua ressurreição.
O escritor aos Hebreus, diz: “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hb. 2: 15). O inimigo havia conseguido escravizar praticamente a raça humana, e Jesus veio, enfrentou-o, resgatou e libertou todo aquele que tem tido a coragem de crer em Jesus Cristo.
Quando as multidões recorriam a João Batista para serem batizadas, ele dizia:
“Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura?” (Lc. 3:7). Note que os chama descendência de serpentes e que o único caminho para fugir da ira vindoura é através do batismo de arrependimento, e faz-lhes um convite: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão” (Lc. 3:8). João lhes diz que o arrependimento e o batismo vão juntos, e que quando uma pessoa desce às águas do batismo, deve dar frutos dignos desse arrependimento.
Porque todo aquele que não dá bom fruto é cortado e lançado ao fogo. Quando as pessoas lhe perguntavam: “Que faremos?” respondia-lhes: “Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo” (Lc. 3: 11). Isto é generosidade. Vieram também uns publicanos para serem batizados e lhe disseram também: “Que faremos?” e disse-lhes: “não cobreis além daquilo que vos foi prescrito”. “Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa e contentai-vos com o vosso soldo” (Lc. 3:14).
Aí encontramos três aspectos: Primeiro, não fazer nada indevido; segundo, nunca caluniar; terceiro, não se queixar do que ganham. Logo João disse: “Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Lc. 3:16). João deixou a porta aberta, porque Jesus Cristo é o único que batiza no o Espírito Santo.

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