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Debaixo da cruz há uma única Igreja.

Texto: Atos 21: 28

gritando: “Israelitas, ajudem-nos! Este é o homem que ensina a todos em toda parte contra o nosso povo, contra a nossa lei e contra este lugar. Além disso, ele fez entrar gregos no templo e profanou este santo lugar”.

Paulo sendo acusado de profanar a Lei de Moisés, macular o templo de Jerusalém. Sendo acusado de perturbar a ordem. Paulo foi levado a julgamento por causa dessas acusações: ir contra os costumes hebraicos, a lei de Moisés e profanar o templo.

Paulo se defende de 03 acusadores: da multidão, do Sinédrio e das autoridades judaicas constituídas pelos romanos, para julgar o povo. Paulo era julgado pela religião.

Diante da multidão, Paulo foi condenado. Diante do Sinédrio também. Mas diante das autoridades judaicas ele foi absolvido. Desde o capitulo 21 Paulo está sendo julgado. Mesmo absolvido pelas autoridades civis, ele apela para César, por se tratar de alguém de origem romana. Semelhantemente a Jesus, que também foi julgado por quebrar Lei de Moisés, profanar o templo e os costumes do povo.

Tanto Jesus quanto Paulo foram condenados pela religião. O que Atos quer nos ensinar é que no início a Igreja também foi considerada uma seita. Segundo Paulo, o cristianismo possui 3 compreensões:

1 – Autonomia. Não estava vinculada às formas dos judeus, das suas sinagogas, mas havia uma liberdade no culto a Deus.

2 – Singularidade – Uma igreja com sua autonomia e singularidade, ou seja, o que a igreja pregava era que se ela rompera com o Judaísmo, exatamente no momento em que Estevão foi condenado. Além de uma igreja autônoma, torna-se também uma igreja singular, que não se mistura com os ensinamentos da Grécia ou Roma, mesmo estando no meio dessas culturas. A Graça era um mensagem única, que não era propagada pelas outras religiões.

3 – Universalidade. Ela começa a alcançar todos os povos, lugares e pessoas. Não era uma Igreja exclusiva de um único povo. Todos preocupavam com todos e não apenas com uma etnia. A missão dessa igreja não se fechara dentro de si, mas cumpria o IDE do Senhor. Tanto em Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da Terra.

A Igreja de Atos não nascera da deformação de uma outra religião. Era uma igreja com identidade, sem mutações, mas adaptada às necessidades das pessoas. É uma igreja que também não tinha um discurso comum, era único, autêntica, singular e por fim era uma igreja para todas as pessoas.

Paulo se defendia dizendo que não era culpado de nenhuma acusão. Contudo, ele fizera tudo aquilo sim. Estamos falando de uma Igreja que quebra os costumes das pessoas e rituais tais como guardar os dias sagrados e festas.

Paulo dizia que o povo não precisava guardar o sábado e os costumes. No início, o personagem principal da história era Moisés, e agora surge Jesus, como o principal. Não estavam quebrando a lei moral de Moisés. Não se autorizava a matar ou desonrar os pais. A Lei Moral de Moisés não foi quebrada, mas a Cerimonial sim. Paulo dizia que após Jesus todos os costumes eram inúteis ou desnecessários.

Falando do Templo o fato é que Paulo falava que qualquer lugar seria local adorar a Deus. Não existe lugar específico para adorá-Lo. Deus não percebe a sua carne, mas a sua atitude e coração. Se alguém perguntasse para Paulo onde se deveria construir uma igreja, em qual solo santo ou sagrado ele diria: em qualquer lugar, desde que seu coração esteja em Deus. Inclusive onde você reúne sua célula, deve ter unção, vida e ministração. Uma célula não é menor que um culto e este não é maior que uma célula. Tudo depende de onde está o seu coração.

O que Paulo dizia é que o povo não compreendia Moisés. O povo não estava entendendo a Lei de Moisés. Israel era uma nação mediadora da Revelação. Na pretensão de ser uma nação escolhida, eles também almejavam ser a nação da SALVAÇÃO. Para isso, pensavam que para ser salvo devia-se passar pelos ritos e costumes do povo judeu.

Precisamos entender que não somos aqueles que salvam, apenas revelamos o Salvador. A vontade do coração de Deus não era abraçar uma geração ou nação, privilegiar um povo, mas amar o mundo inteiro.

Em Gênesis Deus cria toda a Humanidade, a partir de um homem, à sua imagem e semelhança. Deus não criou um grupo, nação ou etnia separada. Ele criou uma Humanidade inteira. O desejo de Deus é salvar o mundo. Quando Deus chama Abraão, no seu chamado todas as nações ou famílias da Terra seriam abençoadas.

O propósito de Deus não era privilegiar um homem. Por meio dele, a salvação viria a todos. A Lei de Moisés era uma revelação do Messias. Um Deus que quer abraçar o mundo, que ama e perdoa. Um Deus que ama o mundo de tal maneira que entrega o melhor (João 3:16)

Leia Gálatas 3:6-8.

Paulo começa a fazer uma leitura correta de Deus, e traz o entendimento correto para o povo. Por meio de Abraão, o Espírito Santo seria derramado sobre todos. Para Deus não existe separação de raça, sexo, intelecto, capacidade, dinheiro. O que Deus vê, ele o vê através da Cruz.

Estamos julgando através da religião. Hoje, muitas vezes somos pegos fazendo o mesmo. Pregamos com tanto ênfase sobre a Visão Celular. Existem tantas regras para alcançar pessoas. Nenhuma regra pode ser maior que a Adoração ou culto a Deus. O judaísmo queria deixar o povo sem atitudes. Hoje somos chamados para adorar fora dos sistemas e regras.

Quando você entende que debaixo da cruz não existem estrangeiros ou separados, apenas uma única igreja, para você e qualquer um e para todos. Se você exige regras este não é o seu lugar. A Igreja de Atos está aqui. Uma igreja que pensa para fora e para dentro também. Uma Igreja que cuida dos seus e que busca os de fora, acolhendo órfãos, viúvas, nobres e pobres. Enfim, quem precisa de Deus. Ele veio para os doentes porque os sãos não precisam de médico.

Deus abençoe a todos.

Apóstolo Anselmo Valadão.

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