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A mensagem da cruz é loucura para o mundo.

Texto: Atos 23:6

6 – E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado.

O livro de Atos termina com Paulo no banco dos réus. Do capitulo 21 ao 28, ele escreve sobre seu julgamento. Ele foi julgado por 3 tribunais: o povo, Sinédrio e o Governo. Paulo se diz inocente diante de todas as acusações. Ele se defende nos 3 tribunais, mas sabia que eles eram tendenciosos e como fizeram com Jesus, tudo já estava resolvido, apontando para sua condenação. As cartas já estavam marcadas, contudo como cidadão romano, um direito conquistado por ter nascido em Tarso, Paulo apela para ser julgado por César, mesmo sabendo de sua condenação.

Paulo se defende por 5 vezes:

Atos 21:37 a 22:21, Paulo está nas escadarias da Fortaleza Antônia se defendendo.

Atos 22:30 a 23:6, ele está perante o Sinédrio.

Atos 24:10-21 ele é levado ao Governador Félix.

Atos 25:8-11 ao outro Governador chamado Festo.

Atos 26:1-23 Paulo se vê agora diante do rei Agripa, rei de Israel naquele tempo, não reinando pelos interesses do povo israelita, mas pelos interesses dos romanos.

O discurso de Paulo é simples: “estou falando de algo que os profetas já disseram, a ressurreição dos mortos”. Ele falava de Jesus como o primogênito dentre os mortos. Se Lázaro havia ressuscitado, por que Jesus seria o primeiro?

Naquele tempo Israel também tinha pelo menos 05 seitas. A maioria delas acreditava na ressurreição, enquanto uma pequena parte não.

Herodianos – era manipulada pelo Governo

Essênios – aqueles que deixaram os manuscritos do Mar Morto, guardados em vasos de barros. Eles vestiam roupas grosseiras, comiam comidas do deserto e tomavam banho 3 vezes ao dia, entrando apenas por uma porta em Israel e batizando seus seguidores.

Zelotes – homens armados que pregavam a libertação total de Roma, por meio da força bruta. Eram os xiitas de antigamente e a Al Qaeda de hoje. Alguns chegam a dizer que Judas Iscariotes e Pedro eram zelotes. Eles carregavam uma pequena espada chamada sica, com lâmina cortante dos dois lados.

Saduceus – eram aqueles que não acreditavam na ressurreição.

Fariseus – diferente destes últimos, estes criam na ressurreição dos mortos.

Por que essa confusão ao falar sobre a ressurreição? Por que Paulo dizia que Jesus era o primeiro a ressuscitar dentre os mortos? E quanto a Lázaro, o filho da viúva, e tantos outros do Antigo Testamento? Todos esses estavam mortos, voltaram a viver, mas morreram outra vez. Jesus morreu, ressuscitou e nunca mais experimentou a morte.

No começo, Paulo era julgado por quebrar os costumes do povo, indicar outro lugar de adoração. Ele fora julgado por blasfêmia. Contudo, agora ele diz que todos mataram um inocente, o escolhido de Deus.

Naquele tempo, a mentalidade do povo era diferente. Jesus era inocente, mesmo assim todos diziam que o sangue dele poderia estar sobre suas cabeças. Por quê? Porque não acreditavam que Jesus era o seu Messias.

Eles criam no Deus que condenou a todos aqueles que se levantaram contra Moisés na ocasião do deserto. Alguns do povo se achavam no direito de ouvir Deus e governar o restante do povo, porque eram príncipes. Moisés propôs: aquele que for tragado pela Terra não terá o respaldo de Deus. O que permanecer vivo terá a permissão d’Ele. Todos na porta das suas tendas aguardavam o sinal de Deus. Deus abre a Terra e engole a todos, menos Arão e Moisés. Não havia discussão com os rebeldes. O que o povo de Israel, a partir daí começa a concluir? Deus julga as causas e fica do lado dos vencedores.

Com Davi aconteceu o mesmo. Ele não aceitou que um gigante ofendesse o Senhor dos Exércitos, um Deus guerreiro. Quem tem Deus não precisa se preocupar com nada, nem ninguém. Quando Davi vê todos amedrontados ele não entende nada. No consciente daquele povo, Deus sempre estará no lado do vencedor.

O mesmo aconteceu com Gideão que começou com 32 mil homens no exército e terminou vencendo a batalha com apenas 300 soldados. Os primeiros dispensados são os medrosos (10 mil). Deus ainda diminui o número ao orientar Gideão para colocar todos para beber água. Apenas quem beber água como um cachorro ficará com ele. A turma toda que deixa o escudo, as espadas e entram na água diminui o exército para apenas 300 homens.

Eles pensam que Deus é quem peleja e está do lado do mais forte. Essa mentalidade era do povo, mas não era a de Paulo. Deus está sempre do lado daquele que ganhará a Guerra. Desta forma que o povo pensava, estamos falando dos israelitas.

Paulo então se aproxima e fala sobre a Ressurreição. O povo não tinha medo de crucificar Jesus. O ladrão disse, se Deus está com você desça daí. Salve a sua própria vida. Se você fica doente ou perde algum dinheiro as pessoas questionam quem é o seu Deus. A mentalidade daquele povo era que se Jesus era mesmo o Messias ele não ficaria pregado naquela cruz. Todos zombam, batem nele, provocam-no, esperando a sua reação. Os soldados colocam uma coroa na cabeça de Jesus e exigem que ele profetize. Para eles, Deus está sempre do lado dos sãos, daqueles que não têm necessidades.

Mas quando Jesus morre, ninguém entende, porque um Messias de verdade, acostumado a ganhar sempre não poderia ser vencido pela morte. Por isso Paulo escreve que a mensagem da Cruz é escândalo.

Paulo diz: vocês cometeram um erro ao matar Jesus. Deus estava do lado deste mesmo Jesus que vocês mataram e crucificaram. Mas Paulo acrescenta: Jesus não está morto, ele vive novamente. Por isso a mensagem de Paulo era loucura.

Paulo anuncia a mensagem da ressurreição do filho de Deus.

Leia: I Coríntios 1:18-31.

Era tudo ao contrário daquilo que o povo tinha entendimento. No capitulo 2 Paulo escreve que não usou palavras persuasivas de sabedoria, mas a demonstração do poder de Deus. ( 1 Coríntios 2:1-5). A mensagem de Paulo era loucura para os Judeus. Para estes, Deus sempre estaria do lado dos vencedores.

Filipenses 2 diz que Jesus se esvaziou e tomou forma de servo. Ele não é um Deus aniquilador, que destrói tudo. Os discípulos de Jesus são impedidos de entrar numa aldeia de samaritanos. Então, João, o apóstolo do amor, pergunta a Jesus se ele deseja que clame a Deus para enviar fogo para destruir a todos? Jesus questiona quem os ensinara essas coisas. Como assim o outro deveria ser morto, aniquilado quando não aceitassem o que vocês pregam? A mensagem de Jesus fala de amar aos seus inimigos e orar por eles. Não se deve orar para Deus pesar a mão ou para tocar naquele que se levanta contra o ungido do Senhor. Muitas vezes desejamos que o outro morra, que perca o emprego, que seu filho fique doente, mesmo sendo crentes.

Não dá para servir a dois senhores. Não dá para servir a dois deuses. Qual deles você serve hoje: aquele que mata, se vinga, destrói, mata os que te importunam? Ou você adora aquele Jesus que ama a todos, inclusive os samaritanos que não os quiseram receber?

Os ensinamentos de Jesus dizem que os sinais d’Ele acompanhariam aqueles que amam ao próximo, que se colocam no lugar do outro. Talvez esse Jesus não se encaixe no seu dia-a-dia. Por ser um Deus que abençoa, que ama apesar dos erros. Queremos um Deus que se vinga. Que mata aqueles que não amamos.

Jesus ressuscitou com o mesmo amor e perdão de antes. Que transforma vidas. Queremos o Leão da tribo de Judá ou o cordeiro de Deus? Pregamos o Cristo exaltado mas não pregamos o Jesus encarnado que diz para perdoar 70 x 7. Ele chama a todos: pobres, doentes, viciados, quem necessitar de ajuda.

O povo acreditava que Paulo deveria morrer da mesma forma. Por isso queriam julgar e condenar Paulo, porque ele também pregava a mensagem da ressurreição do amor, perdão. As vezes somos aqueles que se alguém fica doente em casa, oramos pela sua cura. Não queremos amor para cuidar das pessoas, queremos apenas a cura para nos tirar o peso do cuidado. Não pedimos a Deus estrutura para suportar o outro. Pedimos restituição e não misericórdia.

Em Atos 2: 22-34, Deus usa um pescador simples, bruto, da rede e da pescaria para revelar o poder da ressurreição. O poder resolve, mas não cativa. Buscamos a Deus pelo seu amor, sua face e não apenas pelo seu poder.

2 Coríntios 5: 14,15 – este amor é constrangedor, que abala as estruturas, que não dá para compreender ou aceitar. Entender esse Jesus não é simples. Paulo entendeu a mensagem ainda quando era Saulo. Ficando cego, é necessário que Ananias ore para que toda escama caía. Ele entendeu toda a plenitude do conhecimento de Deus, através de Jesus.

Os muçulmanos estão planejando conquistar o Brasil e a América Latina para Maomé. Eles acreditam que Moisés, Jesus e Davi eram apenas profetas, mas Maomé é o maior de todos. Devemos temer? Ficar aterrorizados?

Se não podemos ir aos muçulmanos, eles virão até nos para ouvirem falar de Jesus. Não devemos temer os muçulmanos. Se têm pessoas dentro de Igreja que querem nos destruir, que venham todos e sejam convertidos pelo Espírito Santo. Para isso precisamos ter fé, estarmos preparados para falar a Verdade. Se não formos Igreja de fato, seremos convertidos a qualquer outra coisa menos Jesus.

Quem está na Graça e quer voltar para a Lei? Se tenho o evangelho por que quero o Alcorão? Se fui livre da gaiola do pecado, porque querer de volta a escravidão? Você foi chamado para a Liberdade. Não temos que nos preocupar com o rebanho, desde que a mensagem verdadeira seja pregada. Você precisa saber em quem você crê para que nada nem ninguém te abalem.

A sua vitória não é a vitória que o mundo dá. Sua mensagem é diferente de tudo o que o mundo diz, por isso creia no poder de Jesus, que venceu a morte só para ficar com você e dar uma outra oportunidade de recomeçar da forma certa, na presença d’Ele.

Deus te abençoe, sempre.

Apóstolo Anselmo Valadão.

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