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A oração que agrada a Deus.

Texto base: Lucas 18:9-14

9 – E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:

10 – Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.

11 – O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.

12 – Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.

13 – O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador!

14 – Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.

Na ministração de hoje, falaremos da velha história da cruz, que infelizmente tem sido esquecida por muitos nos dias de hoje. Certa vez, o grande evangelista Billy Graham, em uma das suas cruzadas na Europa, recebeu uma crítica de um dos presentes: por meio da sua mensagem, o senhor fez a Europa regredir cinquenta anos. Na ocasião, o grande pregador se desculpou, pedir perdão por ter falhado na sua missão. O objetivo dele era que eles voltassem a dois mil anos. “Meu objetivo era que vocês voltassem no momento da Cruz.

Que nós possamos fazer o mesmo. Nosso mundo precisa das velhas mensagens das boas novas, a mensagem da cruz. A mensagem sem contexto da internet, celulares e toda a modernidade da tecnologia nos dificulta entender ou até mesmo aceitar uma mensagem simples escrita em um panfleto. Precisamos da velha mensagem das boas novas de Cristo.

O texto acima nos ensina algo importante: Deus não está preocupado com seu “comportamento”. As pessoas não são salvas porque são certinhas, mas Deus salva aquele que não tem coragem de olhar para cima, apenas para seu sapato. O fariseu só sabia se gabar do quanto ele era melhor que o publicano. Este, naquele tempo e contexto era considerado um traidor. Eram pessoas contratadas pelos romanos, para cobrar impostos dos judeus, sendo considerado por estes como indignos de confiança, pois eles tiravam de Israel e levavam para Roma. Aquele fariseu dizia: obrigado Deus por não me fazer um traidor, um pecador como este publicano.

Deus não salva pessoas pelo seu bom comportamento, mas pelo coração diante d’Ele. Não é fácil agradar a Deus ou aos homens. Andando de acordo com as regras e cartilhas dos homens não iremos satisfazer a todos. Se tentarmos agradar a Deus, corro o risco de me tornar um grande religioso. Agradar a Deus é imitá-lo. É fazer como Ele faz.

O mundo é como um grande navio prestes a afundar. Então, todos precisamos da mesma coisa: salvação. Quando eu entendo que o meu mundo é como o do outro, então entendo que somos tripulantes da mesma viagem. Deus não tem a preocupação de te arrancar deste mundo. Quando eu entendo que faço parte de um mundo caído, também entendo que estou na mesma condição dos outros. Ninguém tem o direito de subir mais alto que o outro e falar da sua superioridade. Temos a tendência de fazer diferenciações diante de Deus e dos homens. Nos apresentamos diante de Deus como sendo bom, como alguém que não erra.

Jesus olhou para os dois homens e disse: o publicano foi aceito por Deus. É difícil aceitar que alguém diferente de nós (algumas vezes um drogado, viciado) seja aceito por Deus, apesar da sua condição de “pecador”. Pensamos que fazemos a oração do publicano apenas uma vez e depois nos esquecemos que precisamos de Deus. A partir daí, deixamos a oração do publicano e começamos a repetir a oração do fariseu. Nos comportamos como religiosos e julgamos as pessoas.

Nesta parábola, Jesus nos ensina que devemos aceitar as pessoas. No ministério Monte Sião aceitamos todas as pessoas. Jesus aceitou Mateus, este era um publicano. Jesus chamou Maria Madalena de quem saíram 7 demônios para ser uma discípula d’Ele. Todos se tornaram seguidores de Jesus. A religiosidade não aceita o homens nas suas falhas. A oração que agrada a Deus é essa: Deus, tenha misericórdia de mim que sou pecador. Observe o tempo verbal da frase. O verbo está no presente, não no passado: “sou”. Nesta oração eu reconheço minhas falhas e eu alcanço o coração do Pai. O sangue de Jesus nos purifica do pecado.

A postura de quem peca é se afastar da presença de Deus. A tendência é inclusive se sentar nos últimos bancos. Ele não ora mais, de vez em quando aparece nos cultos. A consciência começa a descansar e ficar passiva. Devemos orar e buscar a Deus, em todo tempo, mas principalmente quando se está em pecado. Busque a Deus mesmo sem querer, mesmo com consciência pesada. Bata no peito e diga: sou pecador. O que nos faz andarmos juntos não são as mesmas virtudes, mas a graça de Deus em nós. É pela fé, pela graça. Achamos que a Graça é apenas a porta pela qual entramos em direção a Deus. Não é assim que acontece. Precisamos de Jesus, o tempo todo. O importante é sua consciência do pecado e do quanto precisa de Deus.

Se temos consciência do pecado, entendemos que não faz bem para nossa vida, nem para ninguém. O pecado prejudica. E você deve ter consciência disso. Paulo adverte que não somos salvos pela Lei, porque por esta, ninguém consegue viver. O ambiente religioso é uma fábrica de loucos, malucos e também juízes. Jesus nos chama para um ambiente de Liberdade, de consciência da nossa condição diante de Deus. Não dizimo, oferto ou primicio porque é Lei, mas por coração e consciência. Meu coração e atitude são outras. Tenho consciência do pecado, contra o próximo, contra mim mesmo e a sociedade. Quando me perguntam se vivo tudo o que prego, sempre respondo a verdade: não, não consigo.

Contudo, a Graça de Deus que se renova a cada manhã e, mesmo com erros e deslizes durante o dia, o Senhor nunca se afasta de nós, não nos abandona. Sua Graça é sempre constante em nossas vidas.

Medite em: I Jo. 1:5-10. Tenha sempre a consciência da sua condição diante da realidade de Deus. Deus te abençoe, cada dia mais e que sua Graça seja realidade, todos os dias da sua vida.

Ap. Anselmo Valadão
22.08.2010

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