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O anjo está mais perto do que o leão.

Texto Bíblico:

Daniel 1:3-14

Ao lermos esse texto, podemos entender alguns acontecimentos dos últimos dias. Em dias de Copa do Mundo, vi um “Daniel” sendo confrontado em sua fé e postura. Kaká, um jogador jovem, de boa aparência, saudável, fiel e temente a Deus ao ser entrevistado, percebeu a intenção do repórter: questionar sua fé. A resposta de Kaká foi: “eu creio em Jesus e esse repórter está me criticando por isso. Eu o respeito como ateu e espero que ele faça o mesmo ao me respeitar minha fé.”

As pessoas não olham apenas para seu talento no futebol, mas para sua inteligência e postura também. Ao olharmos para Daniel, o vemos frio numa fornalha quente. A fornalha não lhe causa dano nenhum. O mundo babilônico, no qual Daniel vivia, era um mundo hegemônico. Tudo era controlado pelo governo. Esta hegemonia faz com que as pessoas andem de acordo com o costume comum: moda, comida, bebida, música e outros. Era um reino que dominava a região e o Rei dizia o que poderia ou não ser feito. Em outras palavras, uma “ditadura”. Hoje, o mundo no qual vivemos é assim também. Dita a nossa maneira de viver.

Quando um mundo hegemônico é desafiado, quem o faz está arriscando sua própria vida. No livro de Daniel, o Rei determinava onde morar, o que comer, beber e até o que aprender, com a finalidade de esquecer a própria cultura. Se Daniel fosse contra isso, ira contra a força de todo um império. Não importa quem deste mundo você confronta hoje: pai, mãe, patrão, professor… todos representam lutas e problemas.

O tempo e contexto em que Daniel vivia eram tempos de confronto. Como Jesus mesmo disse: somos ovelhas no meio de lobos. Jesus pediu ao Pai: “não os tire do mundo, mas os livrem de todo mal. Qual é a abordagem do mundo para tirá-lo dos caminhos do Senhor?

Identidade – Daniel deveria esquecer seus costumes hebraicos, sua maneira de se vestir e até sua própria língua. Durante 3 anos, ele e seus amigos estudariam a língua dos caldeus. Aspenaz decide mudar seus nomes. Em outras palavras, eles queriam que perdessem suas identidades.

Daniel – Deus é meu Juiz. O seu novo nome seria Beltessazar: Baal proteja o Rei.

Misael – ser semelhante a Deus. Ele se tornou Mesaque: servo da deusa Sheba (deusa pagã).

Azarias – o Senhor é o meu ajudador. Abede Nego era seu novo nome que tem o significado de servo de Nebo.

Ananias – o Senhor é bondoso comigo. Este se tornou Sadraque, que significa inspiração do Sol.

Hoje, talvez não temos a ideia da nossa Identidade, do significado do seu nome. Nos dias de hoje, antes mesmo de nascer já damos nome às crianças. Em Israel, o nome era dado 7 dias após o nascimento, ao mesmo tempo em que era feito a circuncisão. O pai buscava a direção de Deus e profetizava, determinava quem o filho seria. Hoje, escolhemos o nome pela novela, pela revista, pelo jogador de futebol, homenagem a pessoas mortas. Não por aquilo que elas são, mas porque queremos que elas sejam.

A intenção era a seguinte: tira tudo o que eles têm da sua cultura, dos seus costumes e os faça aprender tudo sobre a Babilônia. O inimigo quer tirar os seus costumes. Existe uma estatística assustadora atualmente: 60% dos jovens que vão para a faculdade se desviam do Senhor. É um número muito significativo. O tempo todo você é desafiado a perder seu foco do Senhor. A velocidade da comunicação faz os jovens perderem sua identidade em Cristo. Você perde sua semelhança com Deus, perde sua identidade. Esse mundo globalizado tem suas desvantagens. A hegemonia, de certa forma se torna imposição de costumes. Se tentarmos ir contra isso, seremos taxados de caretas e atrasados.

Perdemos a identidade e esquecemos que precisamos mostrar Deus, em nós, para os outros. Não podemos nos esquecer disso. Era isso que queriam fazer com Daniel e seus amigos. Quando o Rei quis impor e eles rejeitaram, o monarca quis entregá-los à fornalha. O imperialismo vai tentar dizer tudo, mas sempre haverá um rebelde. Não dá para quebrar todas as canetas, esconder os pincéis e destruir os mimeógrafos. Em Dubai é assim: você pode fazer o que quiser, desde que seja no particular da sua casa. Não é permitida manifestar sua fé, em público. Em público, a única opção é curvar-se diante da estátua.

O mundo diz o seguinte: se você é contra alguma coisa, não fale nada. Daniel 6:10. O mundo diz: fecha a janela, não diga sua opinião, não expresse sua fé. Que sociedade é essa que não se pode expressar convicções? Durante 30 dias deveriam adorar apenas ao deus dos caldeus. Mesmo assim, Daniel abre a janela do seu quarto e adora a Deus. Nem mesmo a Igreja possui uma postura assim. Não vivemos na era medieval, impondo nossos ensinamentos. Isso se chama religiosidade. O decreto foi lançado. Você subiria no seu telhado e gritaria o nome de Jesus, mesmo que isso fosse proibido? Alguns pensam: “É melhor um crente vivo do que um morto”. Daniel não pensava assim.

O decreto dos medo-persas dizia que deveriam adorar apenas ao Senhor. Foi uma armadilha para Daniel e seus amigos. O leão anda em derredor, buscando a quem possa pegar. O anjo do Senhor anda ao redor daquele que busca ao Senhor. O anjo do Senhor está mais perto do que o inimigo da sua alma. Os inimigos de Daniel queriam vê-lo morto, destruído. Daniel foi preservado, são e salvo durante a noite toda. O Rei pediu pela vida dele. Daniel nos ensina algo: é mentira que o leão pode tentar fazer com sua vida. Maior é aquele que está em nós do que o que está no mundo. É mentira tudo o que o diabo te diz, você não perderá nada, porque é temente a Deus e busca ao Senhor. Você não pode ter os padrões do mundo.

É possível ser diferente, ser honesto nesse mundo sem ter perdas. É melhor ser um morto vivo do que um vivo morto. É melhor manter sua fé e convicções e continuar crendo. É melhor a morte das coisas do mundo, do que a morte da sua fé. É melhor morrer pro mundo do que morrer para Deus. A verdadeira morte para Daniel e seus amigos era matar a consciência. A verdadeira morte é matar a fé, aquilo que você crê. O diabo quer matar sua fé, tirar suas convicções. Muitos mártires e apóstolos morreram, mas não perderam a sua fé. Quando você perde a fé, você não está vivo, mas morto, um vivo morto com sua consciência morta.

Só são vencedores aqueles que vencem a hegemonia do mundo, a imposição da maioria. A cultura do mundo diz para você negar tudo o que Jesus te disse. Eu oro para que possamos ter gerações de Daniel, José, Ester… homens e mulheres que não se contaminam com este mundo. Continue, mesmo parecendo ovelhas no meio de lobos. Estes lobos estão de boca amarrada e não podem te ferir. O leão não ferir você. Se pudesse, Jesus não teria mandado você para lá. Jesus não arriscaria sua vida.

Vale a pena ter algumas marcas. O galardão e vitória são muito maiores comparados ao que o inimigo pode tentar contra você. A fornalha será fria, muito fria se os seus olhos e fé estiverem em Jesus.

Deus te abençoe.

Apóstolo Anselmo Valadão.

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