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Correr para Deus ou ir para o Céu.

Texto: Gênesis 11:1 – 9.

1 – No mundo todo havia apenas uma língua, um só modo de falar.

2 – Saindo os homens do Oriente, encontraram uma planície em Sinear e ali se fixaram.

3 – Disseram uns aos outros: “Vamos fazer tijolos e queimá-los bem”. Usavam tijolos em lugar de pedras, e piche em vez de argamassa.

4 – Depois disseram: “Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra”.

5 – O SENHOR desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo.

6 – E disse o SENHOR: “Eles são um só povo e falam uma só língua, e começaram a construir isso. Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer.

7 – Venham, desçamos e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros”.

8 – Assim o SENHOR os dispersou dali por toda a terra, e pararam de construir a cidade.

9 – Por isso foi chamada Babel, porque ali o SENHOR confundiu a língua de todo o mundo. Dali o SENHOR os espalhou por toda a terra.

Se lermos esse texto, considerando os moldes do mundo atual, podemos chamá-lo de hipertexto. Como um hiperlink, termo tão comum nos dias atuais, essa passagem permite se conectar com outros assuntos relacionados entre si e chegar tão longe quanto sua imaginação permitir. Podemos interpretá-lo considerando assuntos como sociedade, nações da Terra, trabalho, desejo de fama e tantos outros.

Por que não falar de tijolos? Apesar de seu uso nas construções, isso não impediu o incêndio ocorrido durante 4 dias em Londres, no século XVII. Houve muita preocupação com a segurança e conforto da raça humana, porém nada disso adiantou.

O trabalho diário do homem representa na verdade a sua busca para preencher sua carência de Deus. O homem tem tentando ocupar com trabalho, o lugar que só pode ser preenchido por Deus.

No anseio de encontrar Deus, o homem resolve construir uma grande e alta torre, como se ela pudesse ser uma porta para o céu. Babel significava a tentativa de estar perto de Deus, com seus próprios esforços, sem querer a ajuda de ninguém. O resultado de tudo isso foi que Deus não se agradou de suas atitudes, confundiu as línguas dos homens e os espalhou pela Terra.

Depois de terem passado pelo Dilúvio, os homens não desejavam outra catástrofe. A grande torre representava a tentativa de fuga do homem. Eles não queriam ser destruídos novamente. O teto da torre era como o altar diante do Céu, que pudesse livrar cada homem do julgamento de Deus.

Na tentativa de fugir de uma outra possível catástrofe e dos perigos da Terra, o homem constrói uma grande Torre, para alcançar o céu, para ficar cada vez mais perto de Deus e longe do planeta.

Na última semana, em uma revista semanal bastante conhecida, a Veja, uma reportagem cita um grande acontecimento que poderia ter causado grandes danos ao Planeta, mas que não foi percebido pelos cientistas e estudiosos. Um asteróide de 40 metros quadrados, caso caísse na Terra, teria o efeito de mil bombas atômicas. Para complicar ainda mais, o asteróide foi detectado apenas 2 dias antes de passar a uma distância considerável do planeta, ou seja, não haveria tempo hábil para se defender ou fazer algo para evitar a colisão, caso sua rota fosse em direção a Terra.

Na ânsia de sobrevivência, o homem tem tentado, em vão, se proteger dos perigos e intempéries da natureza e até mesmo da vida, por meio de cercas elétricas, grades de segurança, dispositivos modernos de segurança individual e coletiva e também construindo grandes arranha-céus, indo em direção a Deus.

Há diferenças entre correr para Deus e ir para o Céu. Ir para o Céu representa a ânsia do homem de querer ser Deus. Desde o acontecimento da Queda, inoculado no interior do ser humano, existe o desejo de ser Deus. Em outras palavras, a construção da Torre de Babel tinha esse propósito: ser poderoso em si mesmo e sua própria força, ser como Deus. Os homens queriam fama ao construir Babel e não obediência à vontade de Deus, que todos fossem espalhados pelo mundo.

Contudo, o propósito de Deus era que o homem se espalhasse pela Terra e a povoasse. O jardim do Éden era o exemplo de como deveria ser todo o Planeta. Dessa mesma forma o resto do mundo deveria se parecer. Deixando de crer nas palavras de Deus e agindo segundo sua própria força, o homem muda o propósito original do Pai.

Além da Torre de Babel, o homem acreditava ser possível alcançar Deus. Deus não está além da vida ou após seu final. Deus é aquele que está presente em todo a sua vida, o tempo todo, ou seja, em todo lugar. Muitas vezes os templos funcionam como portais para o sobrenatural. Você deixa sua casa para ir à Igreja e lá ter seu momento de êxtase, sentir arrepios e tantos outros sentimentos, como se apenas isso fosse suficiente para provar a existência de Deus.

Estar reunido como igreja é muito bom e importante, porque ali Deus ordena sua bênção (Leia Salmos 133), porém o propósito de Deus para nós é que saímos pelas ruas das cidades e do mundo espalhando a vontade de Deus. Seu objetivo não deve ser a fama ou ter seu nome conhecido aqui ou em qualquer lugar do mundo. Se isso acontece.r que seja por causa de cumprir a vontade de Deus de espalhar as boas novas por todo o mundo.

Deus tem um propósito em sua vida. Ele tem uma missão para sua vida. Não é ser famoso por causa dos feitos das suas próprias mãos, mas ser aquele que obedece à vontade de Deus e que é enviado pelo próprio criador de tudo.

Deus te abençoe.

Apóstolo Anselmo Valadão.

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