Em arrependimento, aproxime-se do Reino de Deus

Texto: Daniel cap. 2

Estava lendo sobre GRAÇA nesses últimos dias e às vezes chego a pensar que lidamos com a GRAÇA de forma muito barata, pelo fato de que achamos que podemos tudo. Hoje falaremos de Graça, que encontra significado no arrependimento. Arrependimento, do grego metanoia, significa mudança de comportamento, direção e atitude, transformação. Estou me referindo a uma lagarta que se transforma em uma borboleta. Arrependimento nos ensina sobre uma borboleta que era uma lagarta, mas abriu mão disso para ser borboleta e a partir de agora não deseja mais voltar ao estado antigo

Arrepender-se significa concordar com a Trindade. Entrar na presença da Trindade. Quem salva? Jesus. Quem traz arrependimento: o Espírito Santo. A quem devo adorar? Ao Pai. Em ouras palavras, estamos falando da Trindade.

Quem entende GRAÇA é quem que vive intensamente Jesus. Posso fazer qualquer coisa na Graça? Será que estão incluindo o pecado também? Poderei pecar porque depois Deus perdoará. Deus faz isso sim, mas você ainda não entendeu nada de Jesus, salvação, Trindade ou Arrependimento. Isso não é viver debaixo da GRAÇA.

Quem pergunta até onde pode ir é porque está perdendo a visão de Jesus. É necessário saber a fronteira que me faz sair da presença da Graça. Quem entende Graça não quer viver na fronteira, mas quer estar o mais próximo de Jesus. Queremos nos aproximar mais de Jesus. Para se aproximar da Trindade é necessário Arrependimento.

Quando Jesus começou seu ministério (Mt. 4:17) a sua mensagem falava de ARREPENDIMENTO. Era uma continuação da mensagem de João Batista. Jesus estava dizendo: aproxime-se, chegue mais perto, entre.

O que é o Reino de Deus? Aproximar da Trindade. Tudo fora de Deus é problema, não tem futuro. Quando se aproxima o Reino de Deus, termina o tempo de rebelião. Saímos da rebelião e vamos em direção à adoração. O reino da rebelião está no fim, não existe mais os rebeldes, porque no reino da Santidade e Adoração não há lugar para eles.

Jesus está nos convidando para o reino da Adoração. Adorar é fazer a vontade de Deus. Às vezes pensamos que adoração é um estado de obediência, é muito mais que isso, é cumplicidade. Jesus não está nos chamando para obediência, mas para a cumplicidade. O chamado é para a Adoração. Adoração é arrependimento.

Jesus nos chama para sermos cúmplices d’Ele. Obedecer não é adoração, porque escravo é quem obedece e ainda sim não recebe nenhum beneficio por isso. Na adoração somos livres.

Você se lembra do sonho de Nabucodonosor? (Leia Daniel capítulo 2) Uma grande estátua formada por diferentes matérias. O rei pede aos sábios que decifrem o seu sonho, depois que descobrirem o que ele havia sonhado. Se ninguém conseguisse fazer isso, todos morreriam. O episódio chegou até Daniel. Todos estavam temendo a morte. Até que Daniel se dispôs a fazer o que o rei pedira. Mediante oração e jejum, Deus revelou tudo ao Rei, por meio da vida de Daniel.

Uma pedra enorme esmiúça a estátua e um vento forte espalha o pó daquilo que antes era um grande monumento. Depois a pedra cresce ainda mais e ocupa o mundo todo. Os diferentes materiais (ouro, prata, bronze, ferro …) representa os diferentes reinos da Terra e a pedra simboliza o Reino de Deus que dominará o mundo todo.

Naquele tempo existia um conceito chamado de História cíclica, ou seja, a repetição de um tempo, sem nunca ter fim. Contudo, Daniel contesta, explicando uma conclusão executada por Jesus. É chegado o Reino de Deus, em outras palavras, devo concordar com a Trindade. A reencarnação é isso, uma história sem fim. Um corpo sem espírito é cadáver. Um espírito sem corpo é fantasma. Afinal quem chega no final? Moreno ou loiro? Alto ou baixo? Brasileiro ou japonês? Não cremos numa doutrina sem fim, mas sabemos do fim de tudo. Daniel muda o conceito do eterno retorno. A história, com Deus, tem começo, meio e fim.

Jesus estão dizendo que a conclusão de tudo se aproxima. Uma pedra transforma a estátua em pó e o vento levará tudo. (Leia Daniel 2:44) – o reino de Deus domina toda a terra. O reino de Deus é o fim e a conclusão. Jesus veio para fazer uma convocação para participarmos do fim, da conclusão. Existe uma convocação para integramos o reino de Deus. Participar do reino é sair do estado de rebelião.

O reino de Deus começou com Jesus e culminará com a segunda volta d’Ele. Concordar com a Trindade é sair da rebelião. Por fim ao reino da rebelião é por fim ao rebelde. No reino do arrependimento não há rebeldes. Estaremos no estado da adoração.

Na parábola do filho pródigo, este pede sua parte da herança para gastar como quisesse. Em outras palavras, ele está dizendo que prefere o pai morto, pois apenas a morte do pai é que o filho tem direito à herança. Mesmo triste o pai concorda com isso e o filho vive a sua vida do seu jeito, com o dinheiro do pai. Quando o dinheiro acaba tudo se complica e ele tem que comer com porcos.

O filho então entende que ser empregado do pai era melhor situação que estar ali. Ele volta cheio de explicações, mas o pai o recebe de volta, como FILHO. Essa parábola nos mostra que somos como o filho que não entende o favor do Pai e gasta as coisas irresponsavelmente. O propósito da Trindade é que voltemos ao Pai. Jesus e o Espírito Santo buscam adoradores, aquelas pessoas que se arrependem.

Jesus está dizendo que usamos mal o que o nosso pai nos dá. É tudo religião. Estamos projetando um Deus que se parece com a gente, que mata, vinga e joga no inferno. Nós falamos daquilo que na verdade projetamos, do que está dentro de nós. Pregamos um Deus que se parece conosco. As pessoas ficam mais longe de Deus porque Ele se parece muito com a gente do que com Ele mesmo.

Concordar com Trindade é não ser religioso. Quanto mais queremos explicar Deus, mais as pessoas se afastam. É o que aprendemos com a mulher samaritana, que buscava água no sol escaldante do meio-dia, quando todos estavam ocupados. Os discípulos não entenderam a aproximação de Jesus com aquela mulher. Jesus começa a ensinar sobre o preconceito e sobre a importância de ganhar vida, pois os campos estão brancos. Foi o que aquela mulher estava fazendo. Estava praticando, multiplicando enquanto Jesus ensinava sobre isso aos discípulos.

O Reino de Deus é chegado. Estou chamando vocês à cumplicidade e não à obediência. Saia do reino da rebelião para o da adoração. Jesus veio abrir a porta para que as pessoas possam ir até o Pai, para adorá-lo. Somos filhos rebeldes ou religiosos? Onde nos encaixamos? Será que é difícil para as outras pessoas seguirem o Deus que pregamos? Concordar com a trindade e participar do reino significa ter uma aliança com Deus e deixar de viver a vida de qualquer jeito.

Muitas vezes estamos pintando um deus do nosso jeito. Deus não é parecido com você. Você é que deve ser a imagem de Deus. Não devo julgar ninguém mas perceber se as pessoas se parecem com Jesus ou não. Deus se revelou em Cristo, o filho. Hoje só vemos conceito, apenas religião. Gente egoísta não se parece com Deus. Um Deus quase sem misericórdia. Concordar com a Trindade é Arrepende-se. Arrepender é adorar. Adorar é ser cúmplice de Deus.

O Reino de Deus tem limites, com começos e fins. Quem entende Graça não se interessa com a fronteira, porque deseja estar perto de Deus. Que você se aproxime o máximo de Jesus, não entre nas questões do permitido ou proibido. O lugar onde você deve estar é no centro da vontade de deus, porque aqui não há fronteiras.

Se o reino da rebelião chegou a fim, não existem mais os rebeldes. Venha para a adoração, para a presença da Trindade. E em arrependimento, viva o mais perto de Deus que você possa. Você será muito mais, você poderá ir mais além.

Deus te abençoe.

Apóstolo Anselmo Valadão

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