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Ressurreição: o sentido da vida.

Texto: Atos 1: 21,22

21 – É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós,

22 – Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição

O Cristianismo tem uma base, uma estrutura, uma pedra fundamental. Não é baseada em ensinamentos, sabedoria, milagres, filosofia ou figura humanitária, mesmo que esta seja oi próprio Jesus. A Ressurreição é a base do Cristianismo.

Não estamos cultuando ou matando um homem. O Cristianismo significa que Jesus, o filho de Deus está vivo. A mensagem dos apóstolos era de um Deus vivo, não mais morto ou preso num túmulo. Diferente de qualquer outra ressurreição narrada na Bíblia, Jesus não voltou a vida e logo depois de um tempo experimentou a morte novamente. O filho da viúva, Lázaro, o amigo de Jesus e tantos outros morreram, foram ressuscitados, mas passado algum tempo faleceram novamente. Jesus ressuscitou e subiu aos céus com um corpo transformado.

O substituto de Judas deveria ser aquele que tivesse sido testemunha da ressurreição de Jesus. A mensagem dos apóstolos se baseava na ressurreição do filho de Deus. O primeiro sermão de Pedro proclama um Cristo ressurreto. (Leia: Atos 2:31; 3:15; 4:10)

Atos 4:2 – Doendo-se muito de que ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos.

A ressurreição de Jesus é a mensagem principal do Evangelho. Não é apenas um fato, mas uma experiência a partir da qual entendemos o que é viver. Sexta-feira pode ser dia da morte, contudo o domingo anuncia uma nova vida, anuncia ressurreição. O sentido da vida não é viver antes e morrer depois. O verdadeiro sentido da vida é morrer antes e viver depois, em Cristo e com Ele. O fato da morte de Jesus é simbólica porque nela vivemos verdadeiramente e conhecemos a plenitude da vida.

Ainda hoje, alguns pensam que a vida acontece a partir da expulsão do ventre da mãe. Vida verdadeira é aquela que acontece quando somos expulsos do túmulo, quando ressuscitamos. Por isso Jesus disse a Nicodemos: o que é nascido do espírito é espírito, o que é nascido da carne é carne. (Leia: Jo. 3:6) Ao ser expulso do ventre você é carne, ao ser expulso do túmulo é espírito. A vida pós-utero é relativa.

Uma coisa é viver antes e morrer depois e outra coisa é morrer antes para viver depois. Ou você vive para morrer ou morre para viver. A decisão é sua.

(Leia Mt. 16:24-26) Muitas pensam que Jesus voltará novamente para julgar as pessoas. No entanto Ele virá para recompensar cada salvo. Segundo a referência acima citada, devemos ser testemunhas da ressurreição. Quem quiser experimentar a ressurreição tem que morrer antes e viver depois. (Gl. 6:14; Rm. 6:3-5). A experiência cristã só acontece com quem morre e não pode ser potencializada pela morte física. A plenitude da vida é experimentada quando você é expulso do túmulo, não é uma questão biológica ou fisiológica, mas espiritual. Não é viver, viver para morrer. É morrer, morrer para viver.

Quem olha para o túmulo entende o verdadeiro sentido da vida. A vida em abundância anunciada por Jesus em João capitulo 10, verso 10 acontece após a morte.

(Leia: Fp. 3: 8-10) A existência humana recebe significado na ressurreição. Entre a vida e a morte, a possibilidade da vida está na ressurreição. Não queira viver a vida da carne, mas a vida do espírito e esta vida está disponível para você agora. A vida é muito mais do que aquilo que acontece entre o ventre e o túmulo.

Escolhemos viver à luz da possibilidade da ressurreição. Na história sempre existe o dia seguinte. Na ressurreição ele tem o nome de Eternidade. Quem entendeu a razão da morte não a teme, porque a morte não é um evento físico ou humano, mas uma evidência da ressurreição.

I Co. 5:1-3 – a existência humana recebe significado na Ressurreição. Então morremos para viver. Então o medo tem fim. Os mártires não temiam a morte porque eles já haviam entregado suas vidas a Jesus. Para eles o existir tinha outro significado, porque o reino ao qual eles pertenciam não era deste mundo. A morte para eles era lucro e qualquer outra coisa deste mundo ou desta vida, considerado como esterco diante da evidência da Ressurreição e da Eternidade.

Celebre neste dia a vida que temos pós-túmulo. Alegre-se pela certeza da vida, mesmo após a morte.

Deus te abençoe.

Apóstolo Anselmo Valadão.

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