Vinho novo em odres novos

Texto: Mateus 9:16 e 17.

16 - Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha, porque semelhante remendo rompe a roupa, e faz-se maior a rotura.

17 - Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam.

Jesus traz ensinamentos importantes à igreja, por meio do dia-a-dia dos seus discípulos. A Bíblia vem falar de um novo tempo, de odres novos e vinho novo.

Não se coloca vinho novo em odres velhos. O que Jesus quer dizer é que não dá pra colocar ensinamento novo, em base velha. Não se pode viver assim: mensagem, estrutura e mente nova, mas em um fundamento, estrutura e conceitos antigos.

Jesus, ao ser batizado, veio o Espírito Santo sobre ele e ouviu-se uma voz do céu: Este é o meu filho em quem me comprazo, a ele ouvi. Você deve ouvir a Jesus. Esta é a orientação para a sua vida. Siga suas direções. Naquele tempo, Jesus estava iniciando seu ministério. Mais tarde, no monte da transfiguração, Jesus está na companhia de Elias, o profeta e Moisés, aquele que libertou os israelitas e trouxe a Lei para o povo. Outra vez a voz do Pai é ouvida dizendo que Jesus deveria ser ouvido.

O remendo novo em pano velho vai rasgar na primeira lavagem. O vinho que não fermentou tudo o que tinha que fermentar ou dilatado tudo o que tinha que dilatar ai romper os odres, bolsas de couro que armazenavam a bebida e que se mudava seu tamanho ao mesmo tempo em que o vinho fermentava e ocupava mais espaço com sua dilatação. Os odres velhos, já estão em seus limites de espaço e portanto, não suportam a pressão do vinho novo.

Jesus usava a Lei de Moisés para ensinar ao povo. No sermão da montanha, nas bem-aventuranças (cap. 5) ele usa a mesma Lei, aplicada de forma correta à realidade de cada pessoa. Jesus chega ao ponto de chamar o fofoqueiro de assassino, pois está matando a vida do seu irmão e trazendo prejuízos. As pessoas, hoje, podem ser processadas por calúnias por causa dos prejuízos. Tiago fala sobre o perigo da Língua. Os ensinamentos de Jesus vão além do que pensamos.

Ao falar de dízimo, estamos falando de uma história do AT, apesar de lermos no NT (Livro de Hebreus) sobre estes. Mas nesse tempo, não estamos falando de apenas 10%. Estamos falando de tudo, ou seja, 100%. Preciso pertencer totalmente a Jesus, não existe nenhuma parte de mim que deve ficar de fora. Não pertenço a mim mesmo, mas tudo o que tenho pertence a Ele. O entendimento de Jesus é um conceito bíblico mais elevado. Em outras palavras: ensinamentos novos, que não funcionam sobre base velha.

Algumas pessoas dizimam, ofertam e primiciam por causa das recompensas. Jesus ensina algo novo. Ao criar o homem, no Éden, tudo era de Deus. Jesus veio resgatar isso, buscar o que estava perdido. Queremos viver pela Lei porque a lei foi dada por intermédio de Moisés, enquanto a graça veio através de Jesus.

O primeiro milagre de Jesus (João 2:1-11) foi transformar água em vinho. Você sabe qual foi a água que ele transformou? A da purificação, ou seja, aproximadamente 450 L de água para lavar as mãos, antebraços, pés, nucas e a cabeça (estamos falando de um ato cerimonial daquela época). Jesus tirou a água do Cerimonial e transformou em vinho.

As pessoas estavam bebendo a remissão dos seus pecados. A água representa a Lei e o vinho, a Graça. Jesus inicia tudo quebrando os paradigmas, desfazendo o que já estava estabelecido. Não dá pra colocar essa palavra nova, em conceitos antigos. Os ensinamentos de Jesus não se encaixam com nossa cultura. Daí a necessidade de se fazer tudo nova, nova criatura, ao aceitarmos Jesus como nosso salvador. Tudo está novo em função da mudança de ensinamentos de Jesus.

Em Deuteronômio 28 existem duas listas, uma de bênção e outra de maldição. Se ando corretamente, vai tudo bem. Se não ando de forma correta, virá maldição. Deus faz parte da solução e não do problema. Algumas pessoas acham que o que acontece de errado com elas é porque deixaram de fazer algo na igreja. Não recebemos nada de Deus por mérito, mas pela Graça. Não merecemos nada, por isso temos a Graça. Deus não pune os seus filhos. O que Deus tem a ver com as calamidades que assolam o mundo inteiro, se o próprio homem não deixou nada em ordem.

O jeito que pensamos que Deus vai trabalhar em nosso favor não funciona. Muitas vezes queremos fundamentar nossos ensinamentos nos princípios mosaicos. Maneira antiga de pensar. Deus não age assim.

Outra questão é a dinâmica espiritual. No AT se considerava: sacerdote, culto, sábado e templo. O sacerdote oferecia ofertas pelo perdão dos pecados, no culto, que acontecia no sábado e no templo. Por isso a mulher pergunta onde adorar. Não existe um lugar ou estrutura física, mas estamos falando de coração.

Hoje, você é o templo de Deus, habitação do E.Santo. Onde você estiver, poderá adorar a Deus. Por isso Pedro escreve: vois sóis sacerdócio real, nação santa (1 Pe 2:8). A responsabilidade não é apenas para seu líder, mas para todos. Você tem autoridade para ministrar, não apenas os sacerdotes como uma elite, estamos falando de uma multidão, convocados, intimados e capacitados para ministrar. A minha responsabilidade é que venha o reino de Deus.

Col. 2:15 – Todo dia é dia de culto, de louvor e adoração, é dia de DEUS. Onde dois ou mais estiverem reunidos, em nome dele, o Senhor estaria presente. Deus pode transformar a rodada de pizza num culto. Jesus não está falando de uma estrutura, mas de um novo estilo de vida. No AT você olhava para Moisés para saber quem era Deus. No NT nós olhamos para Jesus. No monte da transfiguração, a quem Deus pede para dar ouvidos? Não foi a Moisés ou Elias, mas sim ao seu filho. No batismo, diante de todos, ouviu-se a mesma ordem.

Jesus toma a água do cerimonial da Lei e transforma em Salvação, pela Graça. Se você quer ver Deus, olhe para Jesus. Deus não faz parte do seu problema, mas da solução.

Deus te abençoe.

Apóstolo Anselmo Valadão

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