É difícil imaginar mesmo por apenas um momento a incongruência de alguém autodenominado Filho do Homem, pregado, pendurado e sangrando em uma cruz. A incongruência é menos dramática, mas ainda mais ofensiva quando o Filho do Homem janta com uma prostituta, pára para almoçar com um cobrador de impostos, perde tempo abençoando crianças quando havia legiões romanas a serem varridas da Terra, cura perdedores sem qualquer importância e ignora fariseus importantes e saduceus influentes. Jesus contrapôs o mais glorioso título a ele atribuído com o mais servil dos estilos de vida na cultura. Ele falava como um rei e agia como um escravo. Pregava com grande autoridade e vivia como um nômade.
Os sumos sacerdotes, juntamente com os doutores da religião estavam bem ali misturados ao resto deles, divertindo-se e zombando dele: “Ele salvou outros… por que não pode salvar a si mesmo? Messias, é? Rei de Israel? Que então desça dessa cruz. Todos creremos nele!” Até mesmo os homens crucificados ao seu lado juntaram-se à zombaria.
Marcos 15.31-32